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Anastácia Bantu

GRUPO DE ESTUDOS AFROFEMINISTAS ANASTACIA BANTU

Estudo das relações interseccionais de opressão (gênero, raça, classe, orientação sexual, idade, etc.) a partir da perspectiva de mulheres negras.

Objetivo: O Grupo Anastácia Bantu se propõe a estudar sobre práticas discriminatórias, partindo do pensamento de mulheres negras. Desta maneira, buscamos reflexões sobre problemáticas de gênero e raça, enfrentando patriarcalismos e formas de opressão distintas, definidas em termos de classe, orientação sexual, etnia, raça, idade, estética entre outras, que nos libertem da relação interseccional de opressões tanto na esfera individual quanto coletiva. E ainda, combater o racismo institucional, ponderando soluções que tornem o ambiente acadêmico um espaço epistemológico plural e diverso.

Coordenadora: Carolina Câmara Pires

Contato: anastaciabantu@gmail.com

Reuniões ocorrem às quintas-feiras, das  14 às 17 horas.

Local: Faculdade de Direito da UFF – Rua Tiradentes, nº 21.

 

 

Atividades promovidas pelo Projeto de Pesquisa Anastácia Bantu 2015-2017

2017

30.05 – Defesa da Dissertação de Mestrado “Elekô – Mulheres Negras na Luta por Direito à Moradia na cidade do Rio de Janeiro”, por Carolina Câmara Pires.

Resumo: Esta pesquisa se propõe a compreender e analisar a política de remoção das favelas instaurada na cidade do Rio de Janeiro desde o final do século passado, considerando as perspectivas trazidas pela Teoria Crítica da Raça e da Interseccionalidade. Para tanto, foi realizado um estudo de caso por meio da imersão em campo na Comunidade do Horto, localizada no bairro Jardim Botânico. Além da observação participante, nos moldes da pesquisa ativista, foram realizadas entrevistas semiestruturadas com as mulheres negras moradoras da referida comunidade a fim de evidenciar as diferentes formas de discriminação enfrentadas neste processo. Por conseguinte, a pesquisa demonstra como algumas relações de poder entre a comunidade e o Estado afetam objetiva e subjetivamente a vida dos moradores e, destaca o protagonismo das mulheres negras no processo de resistência face às remoções. Deste modo, discutimos o processo de remoção das favelas e a sua relação com o racismo institucional empreendido pelo Estado, observando as complexas relações de poder empreendidas e identificando os impactos subjetivos e estruturais gerados à população negra. Realizamos, assim, uma reflexão sobre o protagonismo das mulheres negras moradoras do Horto ressaltando suas estratégias para defender e exercer o direito à moradia. Discute-se, portanto, como as relações de biopoder são instrumentalizadas, em prol de uma governamentalidade racista, nos processos de resistência das mulheres negras e o futuro dos seus direitos.

Palavras-chave: Remoção – Biopoder – Mulheres Negras – Resistência

 

07.06 – Conferência Internacional Direito e Racismo. Conferencistas: Prof. Dr. Marcelo Paixão e Prof. Erli Santos. Mediadora: Adriana Morais.

16.08 – Defesa da Dissertação de Mestrado “Olhar Insurgente sobre o Sistema Prisional: Emprisionamento e Raça”, por Clarissa Félix Cunha.

 

06.09 – Diálogos Sobre Controle Social e Raça: Análise dos Paradigmas Criminológicos e do Discurso Penal.

19.09 – Roda de Conversa sobre Racismo na VI Semana Jurídica da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – Campus Três Rios. Palestrantes: Erli Santos, Clarissa Félix e Carolina Pires.

 

Setembro a Dezembro – Estudos dirigidos sobre feminismo negro no Brasil e Estados Unidos. Encontros presenciais quinzenais, às quintas de 9:00 às 12:00 e reuniões online quinzenais às quintas, de 21:00 às 23:00.

 

2016

Maio – Dezembro: Reuniões semanais para leituras e debates de textos das teóricas da diáspora negra.

Abril –  Setembro: Organização e realização, junto ao Grupo de Pesquisa SDD, do I Seminário Direito e Racismo, na Faculdade de Direito – UFF

26 a 27 de Setembro – I Seminário Direito e Racismo – UFF

29.09 – Palestra sobre Gênero e Raça no II Encontro do Núcleo Gênero, Identidade e Feminismo – UFF Campus Angra dos Reis. Palestrantes: Carolina Pires e Marianna Lopes.

NOVEMBRO 2016 – “Partilhando Ideias” no Projeto Social AIACOM – Armazém de Ideias e Ações Comunitárias. Roda de conversa sobre feminismo negro.

 

2015

Maio – Dezembro: Reuniões semanais para leituras e debates de textos das teóricas da diáspora negra.

Membros: Carolina Pires, Luciana Luz, Marianna Lopes, Letícia Helena, Mariana Ayodeli

Autoras lidas: Audre Lorde, Angela Davis, bell hooks e Lélia González